quarta-feira, 31 de outubro de 2018

"Vejo a minha história com a sua comungar..."



Perdemos.

Os monstros invisíveis passaram a mostrar suas caras. Saíram dos armários que nunca habitaram realmente e se abrigaram sob o manto falso da honestidade. Deixaram rastros antes mesmo de iniciarem o caminho.

A vantagem de poder ver os monstros é reconhecer quem também está lutando contra eles.
Nem sempre é fácil identificar, há muitas camadas; mas na hora do medo surgem outras mãos trêmulas que se estendem para buscar as nossas e isso já gera algum conforto.
Nesta hora é preciso também não se deixar contaminar pela monstruosidade, que se espalha muito facilmente. Sem pânico - o pânico é o alimento destes seres, muitos se transformaram por sua causa.

Estar em paz se tornou um ato de rebelião.


sábado, 20 de outubro de 2018

Sinto uma alegria inesperada neste reencontro!

Pensei que este blog tinha sido deletado, assim como os blogs e fotologs anteriores.
Pensei que, caso voltasse a ler qualquer um dos meus escritos antigos, sentiria vergonha e não me reconheceria. Qual o meu espanto, ao ler estas poucas postagens e gostar do que li!
É como se me reencontrasse com uma velha amiga, alguém de quem eu tinha saudades, mas evitava visitar. Uma mulher que deixei pra trás por pensar que era muita arrogância falar de sentimentos, como se eu tivesse mesmo alguma propriedade para me expressar sobre coisas tão profundas.
O abstrato, o sensível, o sublime - eu deveria ser dura demais pra tudo isso. Seca. Trabalho, faculdade, dinheiro. Que bobagem escrever sem aspas, citação, Times 12, espaçamento 1,5.

Sinto a mão dessa velha amiga tocar meu rosto. Não vá agora...

Espero que este reencontro reavive alguma coisa boa há muito esquecida. Sei que havia muita dor. Mas sentir dor também é sentir...